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6.Jun.2009 Palestra no Lide 2009 comente

Infografia foi o tema do primeiro LIDE, encontro de profissionais de design editorial que aconteceu no dia 23 de maio na Editora Abril. O pessoal da organização pediu para que o Eduardo Asta e eu falássemos sobre o infográfico do caso Isabela que produzimos em 2008 e que ganhou uma medalha de prata no Malofiej do ano seguinte.
Fizemos um levantamento da cobertura do caso na mídia e decidimos incluir, com uma certa dose de teoria, os motivos que nos nortearam no desenvolvimento do info. O engraçado foi que as outras palestras giraram também em torno dos mesmos focos: os equilíbrios entre texto e imagem e entre arte e jornalismo.

Também palestraram Alberto Cairo (professor de infografia da Universidade da Carolina do Sul), Rodrigo Ratier (jornalista da revista Nova Escola), Leonardo Aragão (editor de arte do G1) e Fábio Sales (editor de arte do Estado de São Paulo).

Aí abaixo vão os slides da nossa apresentação
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20.Mar.2009 Pow! Crás! Soc! Zzzzzz comente

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A alguns meses atrás, o Chico Homem de Melo escreveu um artigo onde questionava sobre a grande influência que os quadrinhos exercem sobe os estudantes de design gráfico. Tenho pensado que as hqs são o que temos de mais próximo dos problemas de narrativa do design gráfico atual. É claro que narrativa é o x da questão de toda forma de comunicação, mas me refiro aqui à mistura de textos e imagens estáticos que conseguem transmitir as sensações de movimento, som e tempo. Uma proeza que vale a pena ser acompanhada de perto com olhar crítico e profissional.

4.Mar.2009 Em quantos objetos manufaturados você já tocou hoje desde que acordou? comente

A pergunta é de Garry Hustwit, diretor do filme Objectified. Produtos fabricados estão tão imersos no nosso dia-a-dia que fico pensando no impacto cultural que eles têm na nossa vida. Impacto que nem percebemos. Há poucas semanas um amigo contou ter conhecido um casal americano que segue uma doutrina que vem crescendo no hemisfério norte: viver com no máximo cem objetos.

4.Jan.2009 Tide Hellmeister comente

Tide Hellmeister faleceu às vésperas do reveillon. A colagem do século 20, e tenho em mente Braque e Richard Hamilton, esteve muito ligada a desfragmentação. Tide trabalhava no sentido contrário, era um construtor. Agrupava objetos aparentemente banais até transformar fragmentos em unidade. Resgatava imagens inúteis num mundo em que elas se proliferam cada vez mais. E materializava o que há de imaterial na arte. Conseguia encontrar essa coisa insondável que chamamos de beleza e a fazia existir.
Seus trabalhos são exercícios apaixonados e essencialmente táteis, feitos com tesoura, cola, papel e desejo. À partir de certo momento sua obra passou a realçar a tridimensionalidade da colagem revelando texturas, espessuras e a presença do objeto real. Inventou uma caligrafia isenta de conteúdos verbais que mostra a expressividade do texto escrito à mão, não do texto, mas do escrito à mão. À mão, veja bem. Desconfiava das colagens feitas com meios eletrônicos. No livro Capitular Collage escreveu um juramento: “se realmente existe o plano espiritual, vou continuar a jornada. Garanto que volto e me enfio dentro da memória do computador pelo menos para colocar uma almazinha lá dentro”.

16.Dez.2008 pixo comente

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Ontem completaram 50 dias que essa menina aí da foto foi presa por pixar o andar “vazio” da Bienal. A pixação é um ato essencialmente transgressor que, na minha opinião, coloca em cheque uma escolha única entre apoiá-lo ou proibi-lo. Sou fã de alguns pixos e lamento outros. Penso que poucas vezes um pixação foi tão correta quanto essa da Bienal. A mostra não foi danificada e muito sentido foi acrescentado. Manter essa menina presa até agora é uma ação de violência arbitrária, estúpida e cega do Estado baseada em um corpo de lei que não acompanha a evolução da sociedade.
Se você também é contrário à prisão, assine o abaixo assinado aqui.

2.Dez.2008 Inside Steve’s Brain comente

Li recentemente “Inside Steve’s Brain”, livro reportagem sobre as entranhas da Apple. A empresa virou paradigma de excelência em produtos e a palavra design é imediatamente associada a isso. O autor garimpou depoimentos para tentar encontrar o que anda nas cabeças que coordenam a empresa. Reproduzo um trecho:

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16.Nov.2008 Design gráfico é arte? 1 comentário

Vote aqui. Agora, eu me pergunto, escrever é arte? cozinhar é arte? futebol é arte?

13.Nov.2008 lei cidade suja comente

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Um dos detalhes mais interessantes da paisagem de Luanda são as sinalizações e propaganda esquecidas por 30 anos nas fachadas dos prédios. Dizem que a cidade era a mais bonita e avançada da África quando a independência foi proclamada em 1975. Na eminência de uma guerra civil, 400 mil pessoas abandonaram a capital no período de um mês. O que ficou vago, foi invadido pela população pobre e a cidade foi se transformando num cortiço imenso.
Alheios às mudanças profundas, luminosos de fábricas e estabelecimentos comerciais permaneceram pendurados nas fachadas sofrendo apenas a corrosão do tempo. Hoje, há placas de HOTEL onde se vê claramente prédios residenciais ou ALFAIATE onde funciona um bar. Há desenhos de antigas tipografias e marcas como Pepsi, Peugeot e Hoescht, empresas que não estão mais presentes no país.
A guerra acabou em 2002 e Luanda borbulha renovação. As construções estão por toda parte e seria uma preciosidade que se pudesse preservar esse material gráfico que vibra de história. Consegui tirar apenas algumas fotos, discretamente, com a minha discreta camerazinha. Em Luanda, as pessoas não gostam de fotografias, mas os ladrões adoram máquinas fotográficas.
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25.Set.2008 workdesign 2008 comente

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A Universidade Estadual de Londrina organizou, recentemente um ciclo de discussão sobre design com o tema “design it yourself”. Fui convidade para realizar uma apresentação e uma oficina sobre infografia nos dias 18 e 19. Acabei apresentando um panorama abrangente, mas bastante resumido (infelizmente só haviam 15 minutos) sobre o tema. Minha idéia era mostrar que apesar de ser ecarada como uma disciplina relativamente nova, o design de informação é uma das técnicas mais ancestrais de comunicação do ser humano. Abaixo, os slides.
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14.Set.2008 sabático 1 comentário

Completados 11 anos trabalhando na Folha, o jornal me concede o direito a um período sabático. Isto é, mediante um plano de reciclagem pessoal, fico em casa por alguns meses. Ao invés de ir estudar em alguma escola, resolvi criar meu próprio curso experimental, com horários para começar e acabar todos os dias, com leituras, exercícios e professores (que eu vou entrevistar). Vamos ver onde isso vai dar.

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