
O gráfico acima acompanha um artigo do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, publicado na Folha de S.Paulo no dia 18 de março de 2012. A imagem mostra que o crescimento das exportações brasileiras disparou quando os destinos são a Ásia e a América Latina e cresceu um pouco menos quando os destinos são a África e o Oriente Médio. Percentualmente, houve queda nas exportações para a União Européia, os Estados Unidos e outros países, identificados no gráfico pela cor vermelha.
Abaixo, o infográfico aplicado na página.

A jornalista Juliana Cunha entrevistou profissionais da gastronomia para descobrir qual é o melhor caminho para se tornar um bom chef de cozinha. São sete etapas que resumimos na escadinha acima. Começa por tarefas triviais como lavar louça e descascar legumes, depois aprende a produzir bases como caldos e arroz, se torna assistente de cozinha, cozinheiro, chef de praça, subchef e finalmente, após muitos anos de experiência, o chef, responsável por comandar cada detalhe do restaurante.

No dia 7 de fevereiro de 2012, pela primeira vez, a direção da Folha de S.Paulo deciciu que um infográfico ocuparia o espaço destinado a ilustrações na página de opiniões do jornal. Fui solicitado a produzir um gráfico de pizza que mostrasse as isenções oferecidas pelo governo a cada setor da economia. A imagem acompanharia um texto sobre a dificuldade de se pagar a produção cultural apenas com o retorno de bilheteria. Após diversos rascunhos, optei por representar as quantidades através de uma imagem menos abstrata que um gráfico circular dividido em fatias. Trata-se de um espaço de opiniões caracterizado pela subjetividade e a pluralidade de diferentes pontos de vista. O texto de Paulo Pélico cita o show cancelado de João Gilberto e pensei, à princípio, na imagem do cantor tocando violão na rua, chapéu ao lado, juntando moedas dos passantes. Eu precisava, porém, de uma metáfora que representasse um leque mais amplo da cultura e como pretendia trabalhar com a idéia de receber moedas, me pareceu interessante usar o chapéu coco de Chaplin e Magritte. Claro que esse é um detalhe que passa despercebido pela maioria dos leitores, mas é um tempero que pode enriquecer a representação. O foco da imagem são as moedas, coloridas, divididas em quantidades proporcionais às desoneracões oferecidas pelo governo a cada setor econômico.

A nova linha do metrô de São Paulo tem um logotipo específico, um círculo com um triângulo apontando para direita. Esse símbolo é usado no mapa da linha indicando cada estação. Isso provoca um ruído de leitura. Quando o usuário chega na plataforma de embarque, tem a impressão, por esse mapa, de que o carro está se dirigindo para a estação Luz, à direita. Na verdade o carro pode estar se dirigindo tanto para direita quanto para esquerda, dependendo da plataforma. O triângulo branco, apontando fixo para direita, é o culpado por esse engano.




Eu estava produzindo um infográfico sobre o setlist do show de Paul Mccartney em São Paulo quando a designer Thea Severino me chamou pra ver a capa que ela havia desenhado para o caderno especial que seria publicado na Folha de S.Paulo. Um desenho iconográfico do cabelo do cantor nos anos 60, sem rosto, sobre um fundo amarelo. Uma imagem impactante com incrível poder de concisão. O sucesso dentro da redação foi imediato e o jornalista Ivan Finotti, que editava o produto, sugeriu que ela produzisse quatro capas diferentes.
No dia seguinte, data de fechamento da edição, eu almoçava com a Thea quando ela me questionou se as quatro versões da capa pareceriam gratuitas. Eu disse que seria mais interessante se houvesse uma solução gráfica que justificasse tudo. Minha associação imediata foi com o número de integrantes dos Beatles, quatro, mas não seria o caso de usar imagens dos outros músicos para um show em que só um deles estaria presente. De repente me veio a associação com as quatro cores do infográfico que eu estava produzindo para detalhar a setlist. Cada cor identificava cada década da carreira do cantor. Assim, nas capas, poderíamos pensar em quatro cabelos para cada um dos mais de 40 anos de carreira de Paul.

Fizemos uma pesquisa de fotos e desenhei as silhuetas capilares paras as capas. A repercussão desse trabalho foi enorme. As capas foram inseridas aleatoriamente na edição. No dia seguinte, haviam muitas pessoas à caça dos exemplares que faltavam para completar sua coleção. Colecionismo foi algo que sempre acompanhou a mística dos Beatles. Houve pedidos de pôsters e de camisetas. Serigrafamos uma centena delas e distribuímos entre amigos. O Ivan conseguiu que a acessoria do cantor colocasse exemplares do caderno e algumas camisetas no quarto de hotel em que o cantor estava hospedado.

Para conferir algumas das páginas do caderno, basta clicar nas imagens abaixo.

Logo após a morte de Amy Winehouse, o jornalista Thales de Menezes revelou as influências da cantora em matéria da Folha de S.Paulo. Ilustrei a matéria inspirado no clássico poster de Milton Glaser sobre Dylan .
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Desenvolvi essa família de ícones para ilustrar subsessões da coluna Mercado Aberto escrita por Maria Cristina Frias na Folha de S.Paulo.

Em maio de 2010, o norte-americano Jordan Romero se tornou, aos 13 anos, a pessoa mais jovem a atingir o cume do monte Everest. Diogo Bercito, Lucas Pádua e eu produzimos esta página sobre os desafios físicos da escalada.

Fiz esse mapa para mostrar a relação entre a quantidade de vagas de emprego (círculos pretos) e a quantidade de moradores (círculos laranja) nos bairros e municípios da Grande São Paulo. Como se vê, o centro da capital tem muito mais vagas do que habitantes acontecendo o contrário na periferia. É o retrato de uma das principais causas de congestionamento na cidade. O levantamento foi realizada pelo Metrô e revelado em matéria de Alencar Izidoro e Luciano Bottini publicada na Folha.
Estas foram as páginas que Marcelo Correa, Bruno França e eu fizemos para a Folha com mapas e gráficos que mostram o resultado do Censo 2010. A população brasileira está se tornado mais velha, a classe média aumentou e a urbanização se acentuou na última década. Pela primeira vez na história, o número de brancos é menos da metade do número de outras raças.